Em 1961, Eric Berne, médico psiquiatra canadense radicado nos Estados Unidos, depois de uma série de publicações altamente criativas e inovadoras na área da psicologia e da psiquiatria, publicou um trabalho sobre grupos: Estrutura e dinâmica das organizações e grupos.
Nessa obra, ainda que Berne (2006) não fosse um teórico da ciência da Administração, buscou a aplicação de sua teoria da Análise Transacional nas relações que se estabeleciam nos grupos e, a partir dos grupos, nas organizações.
Sua preocupação principal era a saúde das pessoas e, em razão disso, em que e como as organizações podiam ajudar as pessoas. Em outras palavras, entrou na seara das organizações, considerada uma mistura da imagem espelhada da personalidade de seus dirigentes com a cultura na qual nascem e se desenvolvem as próprias organizações.
Ao discorrer sobre a cultura, Berne (2006) também atribuiu a ela os mesmos estados presentes nas relações - os quais ele chama de transações – que se estabelecem entre as pessoas.
De fato, a teoria criada por Berne (2006) usa o termo transação no mesmo sentido que foi dado ao termo relação: ele trata o relacionamento humano como sendo basicamente um complexo de transações, palavra de amplo uso no comércio e na vida comum das pessoas. Nesse contexto, transação implica a troca de bens, de serviços ou de suprimentos entre duas ou mais pessoas ou entidades: “alguém dá alguma coisa a você e você lhe dá algo em troca”.
Quando tais trocas se dão em aspectos materiais (a compra de um objeto, por exemplo), pouco se tem a analisar. Quando, entretanto, a transação não envolve tanto a materialidade, mas encerra significados menos evidentes, escondidos ou ocultos, é preciso analisá-la para se poder tirar desses significados um significado mais verdadeiro. Berne (2006) imprimiu ao seu tema de estudos e pesquisa o nome de Análise Transacional.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
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